Estado.com.br sete e meio
A grande quebra de champanhe no casco desse blog ocorre com a análise da reforma digital no site do Estado de S. Paulo. Depois da reforma gráfica na edição impressa, que modificou a cara carrancuda do Estadão, o jornal inovou na Internet e criou uma bela página, que deixa um gostinho futurista em quem a visita. Para ter acesso a todo o conteúdo de um dos maiores jornais do país, basta cadastrar o email e receber uma senha. A duração é de 30 dias, ao fim dos quais pode-se cadastrar outro email. E por aí vai... A avaliação aqui presente é dividida em quatro partes: Conteúdo, Interatividade, Conteúdo Visual e Navegação. Vamos a elas!
Conteúdo
A primeira diferença que se nota entre os conteúdos das duas versões é a seção ExtraOnline, que permite aos internautas ter acesso a fotos que não saíram na edição impressa, além de vídeos e músicas relativos a reportagens. Também há teasers de matérias, que facilitam a navegabilidade, funcionando como um índice das informações mais interessantes. Outra vantagem do site são os arquivos do jornal, que ainda não estão completos. Por enquanto, o leitor só poderá consultar as edições de 2005, e algumas de dezembro último. Nota: 8
Interatividade
Considerando interativo um site que possibilita a troca de informações com quem o acessa, algumas observações podem ser feitas. O primeiro é que a seção Fale Conosco possibilita ao leitor deixar sua observação para praticamente todos os setores do jornal, porém só por meio do Outlook Express. Claro que sempre se pode copiar o email e colar no endereço no provedor de uso, mas esse recurso periga ser complicado para os mais alheios aos recursos do computador. (A geração pós-PC põe a mão no fogo que o “ctrl-C, ctrl-V” é a maior invenção depois da TV. Nem vou mencionar o Google...) A ferramenta de busca, como em 90% dos sites ao redor do mundo, é praticamente nula. Quando funcionar, será para os arquivos do Estado a partir de 2000. No portal Estadao.com.br, onde a busca é feita em parceria com o Google e funciona, o período retrocede para 1995. Ainda inexistem chats e fóruns. Na parte de Ajuda e Como Navegar, há ainda um Tour Virtual, muito útil para iniciantes. Nota: 5,5
Conteúdo Visual
O layout do site é bastante simples e funcional. Depois da primeira navegada, fica fácil de se adaptar. Na versão GIF, o título, o olho e o texto são escritos em formatos diferentes, que, apesar da diversidade de cores, não constituem um visual carregado. Percebe-se que é um design inicial, uma espécie de piloto, pré-animações em flash e outros recursos modernosos. A versão em PDF é uma cópia da impressa, portanto sem maior esforço para os webmasters. Nota: 6
Navegação
É muito fácil navegar no novo site do Estadão. Pode-se escolher conferir a edição do dia em .pdf (arquivo Acrobat Reader) ou em .gif (arquivo de imagem ampliada). O primeiro tem a vantagem de se escolher o nível de ampliação, além de ser mais parecido com a edição impressa, para os leitores que não querem se desgarrar de imediato. Por outro lado, demora mais para carregar. No formato GIF, o leitor seleciona a foto ou artigo que pretende ler e o aumenta, podendo também escolher o tamanho da fonte. É mais rápido e tem um índice para facilitar a localização da matéria de interesse. Mas pode ser exasperante para os mais conservadores, já que o acesso é feito por meio de janelas. Nota: 9
Avaliação Final
É muito cômodo poder acessar integralmente o conteúdo de um jornal, sem custo nenhum. As duas opções disponibilizadas no site, em PDF e GIF, devem cobrir a preferência da maioria. Ainda há muito o que ser completado e melhorado, mas trata-se de um bom projeto de site. Nota: 7,5

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